domingo, outubro 22, 2006

A bandeira e o Brasão

A Bandeira:

A Bandeira do Município de Porto Alegre foi criada em 12 de julho de 1974 no governo do Prefeito Telmo Thompson Flores, através da lei número 3893. A Bandeira, é toda branca tendo ao centro, em sentido vertical, a aplicação do brasão de armas da cidade.

O Brasão:

O brasão de Porto Alegre foi desenhado por Francisco Bellanca e aprovado pela Lei no. 1030, de 22 de janeiro de 1953. Durante a gestão do Prefeito Ildo Meneghetti foi mandado confeccionar o brasão de Porto Alegre, através da Lei no. 1947.
Significadodos símbolos apresentados:
A cruz de Cristo - Recorda a origem cristã e portuguesa da nossa gente, foi usada na época dos descobrimentos.
O Portão Colonial - Era o marco da entrada da cidade. Ele existiu em Porto Alegre, foi construído em 1773 quando José Marcelino de Figueiredo transportou a capital da Capitania de São Pedro. Relembra a organização da cidade, pois era fechado às 22 horas, separando o centro da cidade dos arrabaldes. A vida da cidade passou a acontecer a partir do Largo do Portão, em suas imediações construiu-se a Santa Casa de Misericórdia, e a Praça do Portão passou a denominar-se em 1873 Praça General Marques e, em 1912, Conde do Porto Alegre. O Portão Colonial também relembra a instalação do Clero, do Senado, da Câmara e da Justiça. Sustentado por um paliçal e assentado sobre um filete de outro que representa o solo rico da cidade, pois todo o terreno era plantado, agricultado e repleto de granito do qual saiu a maioria dos pedestais que sustentam os monumentos de Porto Alegre.
A Caravela - Recorda a Nau da Nossa Senhora da Alminha que, segundo a tradição, trouxe à região do então Porto dos Dornelles ou de Viamão, os casais de açorianos que inauguram em 1751 o povoamento oficial do lugar, hoje Porto Alegre.
A Coroa Mural de Ouro - A Coroa Mural de Ouro, de cinco torres, significa cidade grande, cidade cabeça, capital. Na família, o homem é o cabeça do lar, segundo a Bíblia o homem é a cabeça do casal e a mulher é o coração. Assim, também, em um Estado, a capital é a cidade cabeça. O Listel de Gole - Carregado das letras de prata, recorda o heroísmo da nossa gente nas lutas políticas e sociais.
O Conjunto de Esmaltes e Metais - Relembra as cores das bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. O ouro é o símbolo de fidelidade. O azul é o céu sereno do Rio Grande do Sul. O verde, as águas mansas do Guaíba e também as campinas verdejantes do sagrado solo gaúcho. O vermelho significa a fé e o amor. A prata, a seriedade e o caráter nobre e altivo de nossa gente.
A Frase - A frase "leal e valerosa cidade de Porto Alegre" é o título nobiliárquico que Dom Pedro II, em 1841, outorgou à Porto Alegre pela sua constância e fidelidade ao trono.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Eleições (texto sobre)


Aos pais, e alunos também:

Após o “debate final” entre os candidatos à presidência tivemos a oportunidade de “tirar” algumas dúvidas que assombravam as intenções de voto.

Falta ainda, porém, alguns aspectos que são pertinentes para um melhor entendimento do que seja um momento cívico como esse, ou ainda, do que seja precisamente a função de um deputado, senador, governador e presidente...

Leia o texto (download) e entenda melhor o que “deveriam fazer” e como deveriam se comportar deputados, senadores, governadores e presidente.

domingo, setembro 24, 2006

Bandeira De Porto Alegre

Foi criada em 12 de julho de 1974 no governo do Prefeito Telmo Thompson Flores.
A bandeira é branca com um brasão no meio.
A cor branca vêm da paz e o brasão faz parte do símbolo oficial da cidade
O brasão de Porto Alegre foi desenhado por Francisco Bellanca e aprovado pela Lei no. 1030, de 22 de janeiro de 1953. Durante a gestão do Prefeito Ildo Meneghetti foi mandado confeccionar o brasão de Porto Alegre, através da Lei no. 1947.
Significadodos símbolos apresentados:
A cruz de Cristo - Recorda a origem cristã e portuguesa da nossa gente, foi usada na época dos descobrimentos. O Portão Colonial - Era o marco da entrada da cidade. Ele existiu em Porto Alegre, foi construído em 1773 quando José Marcelino de Figueiredo transportou a capital da Capitania de São Pedro. Relembra a organização da cidade, pois era fechado às 22 horas, separando o centro da cidade dos arrabaldes. A vida da cidade passou a acontecer a partir do Largo do Portão, em suas imediações construiu-se a Santa Casa de Misericórdia, e a Praça do Portão passou a denominar-se em 1873 Praça General Marques e, em 1912, Conde do Porto Alegre. O Portão Colonial também relembra a instalação do Clero, do Senado, da Câmara e da Justiça. Sustentado por um paliçal e assentado sobre um filete de outro que representa o solo rico da cidade, pois todo o terreno era plantado, agricultado e repleto de granito do qual saiu a maioria dos pedestais que sustentam os monumentos de Porto Alegre. A Caravela - Recorda a Nau da Nossa Senhora da Alminha que, segundo a tradição, trouxe à região do então Porto dos Dornelles ou de Viamão, os casais de açorianos que inauguram em 1751 o povoamento oficial do lugar, hoje Porto Alegre.A Coroa Mural de Ouro - A Coroa Mural de Ouro, de cinco torres, significa cidade grande, cidade cabeça, capital. Na família, o homem é o cabeça do lar, segundo a Bíblia o homem é a cabeça do casal e a mulher é o coração. Assim, também, em um Estado, a capital é a cidade cabeça. O Listel de Gole - Carregado das letras de prata, recorda o heroísmo da nossa gente nas lutas políticas e sociais.O Conjunto de Esmaltes e Metais - Relembra as cores das bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. O ouro é o símbolo de fidelidade. O azul é o céu sereno do Rio Grande do Sul. O verde, as águas mansas do Guaíba e também as campinas verdejantes do sagrado solo gaúcho. O vermelho significa a fé e o amor. A prata, a seriedade e o caráter nobre e altivo de nossa gente. A Frase - A frase "leal e valerosa cidade de Porto Alegre" é o título nobiliárquico que Dom Pedro II, em 1841, outorgou à Porto Alegre pela sua constância e fidelidade ao trono.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Bandeira de Porto Alegre


Desenhado por Francisco Bellanca e aprovado pela Lei nº 1030, de 22 de janeiro de 1953. Durante a gestão do Prefeito Ildo Meneghetti foi mandado confeccionar o brasão de Porto Alegre, através da Lei nº 1947.

A Bandeira, é toda branca tendo ao centro, em sentido vertical, a aplicação do brasão de armas da cidade.Sua confecção, em tecido, pode ser executada em várias dimensões adotadas para a confecção de bandeiras oficiais, que podem ser as seguintes: tipo 1: com um pano de 45 centímetros de largura; tipo 2: com dois panos de largura; tipo 3: três panos de largura; tipo 4: quatro panos de largura;tipo 5: cinco panos de largura; tipo 6: seis panos de largura; tipo 7: sete panos de largura.Além dos tipos normais poderão ser fabricadas em dimensões maiores, menores ou intermediárias, conforme exigirem as condições de uso, deverá ser mantida, no entanto, as proporções devidas.

Significado dos símbolos apresentados:

A cruz de Cristo: Recorda a origem cristã e portuguesa da nossa gente, foi usada na época dos descobrimentos.
O Portão Colonial: Era o marco da entrada da cidade. Ele foi construído em 1773 quando José Marcelino de Figueiredo transportou a capital da Capitania de São Pedro. A vida da cidade passou a acontecer a partir do Largo do Portão, em suas imediações construiu-se a Santa Casa de Misericórdia, e a Praça do Portão passou a denominar-se em 1873 Praça General Marques e, em 1912, Conde de Porto Alegre. O Portão Colonial também relembra a instalação do Clero, do Senado, da Câmara e da Justiça. Sustentado por um paliçal e assentado sobre um filete de outro que representa o solo rico da cidade, pois todo o terreno era plantado, agricultado e repleto de granito do qual saiu a maioria dos pedestais que sustentam os monumentos de Porto Alegre.
A Caravela: Recorda a Nau da Nossa Senhora da Alminha que, segundo a tradição, trouxe à região do então Porto dos Dornelles ou de Viamão, os casais de açorianos que inauguram em 1751 o povoamento oficial do lugar, hoje Porto Alegre.
A Coroa Mural de Ouro: A Coroa Mural de Ouro, de cinco torres, significa cidade grande, cidade cabeça, capital. Na família, o homem é o cabeça do lar, segundo a Bíblia o homem é a cabeça do casal e a mulher é o coração. Assim, também, em um Estado, a capital é a cidade cabeça.
O Listel de Gole: Carregado das letras de prata, recorda o heroismo da nossa gente nas lutas políticas e sociais.
O Conjunto de Esmaltes e Metais: Relembra as cores das bandeiras do Brasil e do Rio Grande do Sul. O ouro é o símbolo de fidelidade. O azul é o céu sereno do Rio Grande do Sul. O verde, as águas mansas do Guaíba e também as campinas verdejantes do sagrado solo gaúcho. O vermelho significa a fé e o amor. A prata, a seriedade e o caráter nobre e altivo de nossa gente. A frase "leal e valerosa cidade de Porto Alegre" é o título nobiliárquico que Dom Pedro II, em 1841, outorgou à Porto Alegre pela sua constância e difelidade ao trono.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Trangressão ao Homem

Ao assistirmos o filme V de Vingança, no último dia
11 de setembro nos deparamos com diversos fatores trazidos pelo mesmo.
A obra é uma metáfora do governo britânico, mas também pode ser visto como um novo "1984", de George Orwell, devido à ditadura, à tirania e à opressão. Porém ao mesmo tempo em que retrata essa realidade, passada no filme como 2015, faz uma ligação com o terrorismo, que se faz presente de forma constante nos dias atuais.
Na história, Evey é uma mulher normal, com uma vida como todas as outras, empregada do "sistema". Isto até o destino a cruzar com "V", um vigilante mascarado sem nome ou identidade que quer lançar a anarquia no governo vigente. À primeira vista, “V” dá a entender que os seus intuitos são puramente revolucionários e políticos. Entretanto, ao longo do filme podemos observar que ele deseja mostrar a todos em que reais circunstâncias vivem, mostrar que o “sistema” é uma ditadura e os opositores dessa ditadura acabam por sofrer punições, assim como ele e os pais de Evey. “V” encoraja Evey lhe dizendo: “ Não é o povo que deve temer seu governo, o governo deve temer seu povo”. Mostrando através dessa citação o poder que o a população unida possui.
O filme retrata também sobre a influência que a mídia tem sobre todos. É através dela que nos fazem acreditar no que eles (“governo”) querem, não precisando ser necessariamente a verdade. A mídia nos faz, ser representados através de vozes, como por exemplo, no filme quando “V”, mata o homem, representante da voz de Londres.
Uma ligação clara que mistura o passado e o presente é no diálogo com Evey, onde ele fala que prédios, parlamentos, etc. são apenas símbolos que a sociedade cria, e que o ato de "derrubar" esses, significa muito mais do que apenas demolir um prédio qualquer. O ato de 5 anos atrás, das torres Gêmeas terem sido destruídas representou muito mais do que apenas prédios altos caindo. Representou sim, o inicio de uma guerra contra o terrorismo, como informou o presidente George Bush.
V de Vingança sofreu inúmeras críticas, foi considerado um filme terrorista demais, colocando em duvida o poder da mídia e influenciando ainda mais o terrorismo, tentando “forjar” certo vilão-herói. Um filme pouco divulgado na mídia, porém com um número de críticas insuperável. Talvez, fator que comprove a verdade dita no filme. Preferimos ser iludidos, vendo filmes como Homem Aranha, muito elogiado pelas críticas, do que encarar a verdade. Quando o mundo estiver pronto para enxergar a realidade, talvez seja tarde demais para reverter essa manipulação que é feita contra o Homem.

domingo, setembro 10, 2006

A paisagem natural do sul

Domínio das Araucárias: Área de relevo planáltico de maior altitude. O clima atuante é o subtropical, com verões quentes e invernos frios. A vegetação remanescente desse domínio é composta especialmente de pinheiro-do-paraná, também chamado de araucária, uma árvore de grande porte. Esse tipo de formação vegetal foi quase totalmente derrubada durante o século XX devido à durabilidade e ao valor comercial atingido pela araucária, muito utilizada na fabricação de móveis e na construção civil.

Domínio das Pradarias: região de relevo suave, ondulado com colinas esparsas. O clima subtropical apresenta chuvas bem distribuídas o ano todo. A vegetação é composta de gramíneas e de outras plantas rasteiras. Atualmente, boa parte das pradarias encontra-se alterada devido sobretudo à prática secular da criação extensiva de gado e, mais recentemente, à introdução das culturas de arroz, soja e trigo.


Na paisagem do sul predominam as áreas de planalto, originalmente com vegetação de campos e matas de araucária. Os pastos naturais favoreceram a ocupação pela pecuária, e os rios são bastante aproveitados para a produção de energia elétrica.



O Relevo



Em geral, os rios deságuam no mar. Na região sul, contudo, ocorre o contrário: há rios que nascem perto do oceano e correm para o interior. Isso acontece porque ali a altitude vai diminuindo de leste para oeste. Essa é uma das características do relevo da região, que apresenta grande variedade nas formas, em conseqüência da diversidade de rochas e da ação climática.

No sul, os planaltos, as depressões e as planícies estão agrupados em seis unidades de relevo:

· Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná;
· Planaltos e Serras do Leste-Sudeste;
· Planalto Sul-Rio-Grandense;
· Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná;
· Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense;
· Planícies das Lagoas dos Patos e Mirim.

Os Planaltos do Sul

Na região sul, muitos planaltos são constituídos por formações sedimentares, antigas e recentes. É o caso, por exemplo, dos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. [...] no entanto os Planaltos e Serras de Leste-Sudeste, bem como o Planalto Sul-Rio-Grandense, possuem estrutura cristalina.

Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná

São os mais extensos planaltos da região Sul, ocupando mais de 50% do território. Estendem-se do Paraná do Paraná até o Rio Grande do Sul, na porção centro-oeste no limite dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, essa forma de relevo se aproxima do oceano Atlântico, chegando a atingir o litoral na altura da cidade de Torres (Rio Grande do Sul). Ali constituem costas altas as chamadas falésias. Originados de terrenos sedimentares que datam das eras Paleozóica e Mesozóica, esses planaltos são compostos principalmente de arenito, que são rochas menos resistentes, e de rochas vulcânicas, mais resistentes. As rochas estão dispostas em camadas alternadas e sua diferente resistência permitiu que os rios, em seu trabalho de erosão, cavassem muitos vales profundos e estreitos. São os chamados canyons, com belíssimas cachoeiras, como as cataratas da Foz do Rio Iguaçu.

O basalto é a principal rocha vulcânica dessa unidade de relevo. Ele é responsável pela origem da terra rocha, mais comum no Paraná, no oeste de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul.

A borda leste desse planalto, que está em contato com a Depressão Periférica, apresenta-se sob a forma de numerosas frentes de cuesta, que recebem o nome de serra Geral, mas com diferentes denominações locais: serra da Esperança, no Paraná; serra Geral, em Santa Catarina e no nordeste do Rio Grande do Sul. No sudoeste desse Estado aparece uma cuesta isolada com o nome de coxilha Grande.

As altitudes diminuem de leste para oeste. No limite com a Depressão Periférica, esses planaltos apresentam altitudes mais elevadas, de cerca de 1.100 a 1250 metros; nas proximidades do rio Paraná, as altitudes chegam a atingir apenas 300 metros.

Planaltos e Serras de Leste-Sudeste

Ocupam a parte oriental da região dos Estados do Paraná e de Santa Catarina, onde se estreitam e desaparecem, na medida em que os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná se aproximam do litoral. Nessa unidade de relevo surgem as áreas serranas, com destaque para a serra do Mar e os planaltos cristalinos. A serra do Mar estende-se do Rio de Janeiro até o sul das terras litorâneas catarinenses, passando por São Paulo. No Paraná, situa-se bem junto à costa, ora restringindo a largura, ora impedindo a existência de planícies litorâneas. Em alguns trechos, e formadas de meias-montanhas, inclinadas somente de um lado; em outros trechos a serra do Mar é formada de áreas onduladas mais ou menos isoladas. Ali são encontradas as maiores altitudes da região Sul, destacando-se o pico do Paraná com 1.922 metros de altura. No Paraná a serra do Mar é denominada serra da Graciosa.

As nascentes do rio Iguaçu estão localizadas na vertente oeste dessa serra. Por isso ele não corre diretamente para o mar, mas para o interior do continente, em direção ao rio Paraná.

O planalto de rochas cristalinas localizado entre a serra do Mar e a Depressão Periférica recebe o nome de Primeiro Planalto Paranaense. É formado basicamente por rochas metamórficas. A capital do Paraná foi construída sobre uma bacia sedimentar do Primeiro Planalto Paranaense. Em Santa Catarina, esse planalto restringe-se a uma pequena área no nordeste do estado.

Planalto Sul-Rio-Grandense.

É formado por terrenos cristalinos da era Pré-Cambriana e situa-se no sudeste do Rio Grande do Sul. Esse planalto sofreu um intenso trabalho erosivo e apresenta altitudes que não ultrapassam 450 metros. Suas formas são arredondadas.

As Depressões

A região Sul apresenta duas depressões, originadas do desgaste de planaltos, em conseqüência da erosão. Uma delas estende-se do Paraná a Santa Catarina; outra localiza-se no Rio Grande do Sul.

Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná

Limita-se a leste com os Planaltos de Leste e Sudeste; a oeste, com as escarpas ou frentes de cuestas dos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. Grande parte do território do Paraná e de Santa Catarina, portanto, está sobre essa depressão.

No estado do Paraná, a Depressão Periférica apresenta altitudes mais elevadas que as do Primeiro Planalto. Sua altitude é de cerca de 900 metros, e é conhecida regionalmente como Segundo Planalto Paranaense. Ali se encontra o Parque Estadual de Vila Velha, situado próximo de Ponta Grossa. As formações rochosas são constituídas de arenito da era Paleozóica, que foram bastante trabalhadas por agentes erosivos. Observe, no mapa abaixo, a delimitação dos três planaltos paranaenses. O Terceiro Planalto corresponde aos Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná.

Em terras catarinenses, a depressão é formada por sedimentos que datam do final da era Paleozóica e que deram origem às maiores reservas de carvão mineral do Brasil. Entre as chamadas cidades carboníferas, onde ficam essas reservas, estão Criciúma e Lauro Müller.

Depressão Periférica Sul-Rio-Grandense

No Rio Grande do Sul, a parte maior e mais notável da Depressão Periférica alonga-se de leste para oeste. Ela se limita ao sul e a leste com o Planalto Sul-Rio-Grandense e ao norte a oeste com os Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná. Tem altitude máxima de 200 metros e é banhada pelos rios Jacuí e Ibicuí. As vastas planícies fluviais são utilizadas sobretudo para a cultura de arroz.
A parte oeste dessa depressão pertence à Campanha gaúcha, uma área originalmente recoberta por campos cujos maiores centros urbanos são Bagé e Uruguaiana. Foi na Campanha que teve início a atividade pecuária, um dos fatores mais importantes do povoamento da região Sul.

Na parte leste da depressão aparece um exemplo bem caracterizado de foz em delta de origem lacustre: a do rio Jacuí ao lançar suas águas no lago Guaíba.

Planície das Lagoas dos Patos e Mirim

Originada da deposição de sedimentos marinhos e continentais, que ocorre em todo o litoral do Rio Grande do Sul, a planície das lagoas dos Patos e Mirim constitui uma área homogenia e plana, na qual há muitas lagoas, lagunas e restingas. A lagoa dos Patos é na verdade uma laguna, já que mantém comunicação direta e permanente com o oceano.

(FONTE: MOREIRA, Igor. Construindo o Espaço Brasileiro. São Paulo: Ática, 2001, p. 164-167)

Feira das Profissões

A Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS estará promovendo a Feira das Profissões. O evento ajuda estudantes do Ensino Médio a escolherem que curso fazerem, e, por conseguinte, que profissão seguir.

As atividades serão dias 15 e 16 de setembro das 10h às 22h. A entrada é franca.

Saiba + aqui! (Acesse o site oficial)




Aluno, fique de

domingo, agosto 27, 2006

Para que serve o Petróleo?

O petróleo é composto de hidrocarbonetos em seus três estados. Contém também pequenas quantidades de compostos de enxofre, oxigênio, nitrogênio. Na Antiguidade, era usado para fins medicinais ou para lubrificação. Atribuíam-se ao petróleo propriedades laxantes, cicatrizantes e anti-sépticas. Era considerado eficaz também no tratamento da surdez e na cura de tosse, bronquite, congestão pulmonar, gota, reumatismo e mau-olhado. Na Bíblia, o petróleo é usado para calafetar a Arca de Noé. O betume, uma forma pastosa de petróleo encontrada a céu aberto, teria sido o cimentoaplicadona construção da Torre de Babel. Hoje extraem-se do petróleo centenas de produtos químicos e farmacêuticos.
O petróleo ainda é a principal fonte de energia no mundo. Sua extração conheceu uma progressão ininterrupta, ou quase, durante mais de um século. Iniciada em 1859 na Pensilvânia, a produção ainda era modesta em 1900; as vésperas da II guerra mundial (1920) era relativamente pequena, mas teve um grande crescimento logo seguida a ela principalmente entre 1960 e 1973, 47% do consumo energético mundial.
No Brasil, o primeiro poço produtor foi aberto em 1939. A produção foi intensificada após as crises dos anos 70, com uma produção que desde 1985, tem oscilado ao redor de 50% das necessidades nacionais de consumo.
No Oriente Médio encontra-se a maior riqueza mineral da Ásia: o petróleo. Ali estão os principais lençóis petrolíferos do globo, porém a exploração desse recurso está voltada basicamente para o abastecimento externo. Isso porque as características econômicas desses países que, não sendo países industriais, não apresentam demanda interna que utilize toda essa matéria-prima. Como exportadores de um produto essencial do desenvolvimento e equilíbrio econômico mundial, os países do Oriente Médio sentiram de perto as pressões das companhias estrangeiras, muito interessadas no controle cada vez maior da exploração dessa fonte de energia (60% das reservas mundiais). Daí, surgiu um organismo internacional muito forte, criado no Iraque em 1960: a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).A Opep é o exemplo mais conhecido de cartel - seu objetivo é unificar a política petrolífera dos países-membros, centralizando a administração da atividade, o que inclui um controle de preços e do volume de produção, estabelecendo pressões no mercado.
O petróleo pode ser benéfico se for utilizado de forma sadia, mas ao contrario disso temos exemplos do que ele pode fazer : “o petróleo ameaça a segurança ao solapar a paz, democracia e direitos humanos em muitas regiões. As grandes potências (incluindo os Estados Unidos) há muito exercem seu poderio militar e econômico para garantir acesso a reservas petrolíferas, interferindo nos assuntos internos de outros países e apoiando regimes autoritários quando lhes convêm. A tendência da riqueza mineral sustentar corrupção e conflitos, ao invés de crescimento e desenvolvimento. Recentemente o petróleo tem sido associado ao terrorismo, mais notadamente nas escolas wahhabistas, financiado pela receita do petróleo saudita que ajudou a treinar radicais islâmicos da al-Qaeda. O petróleo reduz a estabilidade climática devido ao seu uso como combustível predominante dos transportes mundiais produzir dois quintos de todas as emissões de dióxido de carbono, o principal gás de estufa gerado pela humanidade.”

segunda-feira, agosto 21, 2006

Petróleo:arma política?


No momento em que falamos em Petróleo,
passado e presente andam paralelamente, pois este sempre foi motivo de guerras e disputas. Possuir consigo, o que é considerado “arma política” é de grande relevância. Principalmente para países subdesenvolvidos, que através desse fato conseguem se “defender” contra países ricos (que almejam possuir esta riqueza) ou então sofrer violentos ataques (tentativas de outros países) para tentar tirar-lhes a tão desejada riqueza que é o petróleo.

A grande diferença é que antigamente o petróleo era considerado produto inesgotável, com base na sua abundância. Porém, desde 1973, quando se deu a Crise do Petróleo, os preços do produto subiram em sucessivos aumentos, permanecendo assim até os dias de hoje.
Assistindo em telejornais o que alguns fazem em nome dessa riqueza, poderíamos nos questionar: até que ponto possuir petróleo sustenta o fato de ser invadido, de ver sua população morrer?
Acredito que não valha a pena. É um preço muito alto a pagar, entretanto essa não é uma decisão que os povos possam tomar.
E nós, representantes da nação Brasileira, assistimos a todas essas guerras, em profunda inércia, sem tomar atitude nenhuma, países como Irã, Arábia Saudita, Líbia, entre outros, ser invadido pelos Estados Unidos, esse alegando estar atrás de “armas nucleares”. Tal cinismo é vista por muitos, como por exemplo, pela ONU, organização que deveria evitar esses conflitos, mas faz ao contrário; sendo apenas um telespectador inativo vendo o mundo entrar em guerra.
Possuir petróleo tem grande importância, contudo se paga preços altos demais apenas por um produto que com o tempo nem existira mais.

sexta-feira, agosto 18, 2006

e ai sor quais são as notas? já fechou?

segunda-feira, agosto 14, 2006

Exclusão social


Exclusão social é um tema da atualidade, utilizado nas mais variadas áreas do conhecimento, mas com sentido nem sempre muito preciso ou definido.

Pode designar exclusão:

  • desigualdade social
  • miséria
  • injustiça
  • exploração social e econômica
  • marginalização social
  • preconceito, entre outras significações.

Tecnicamente falando, pessoas ou grupos sociais sempre são, de uma maneira ou outra, excluídos de ambientes, situações ou instâncias. Exclusão é "estar fora", à margem, sem possibilidade de participação, seja na vida social como um todo, seja em algum de seus aspectos.

Excluídos no nível de grupos sociais:
- minorias étnicas (indígenas, negros);
- minorias religiosas;
- minorias culturais.

Excluídos de gênero: mulheres e crianças.
Excluídos em termos de opção sexual: homossexuais e bissexuais.
Excluídos por idade: crianças e idosos.
Excluídos por aparência física: obesos, deficientes físicos, pessoas calvas, pessoas mulatas ou pardas, portadores de deformidades físicas, pessoas mutiladas.
Excluídos do universo do trabalho: desempregados e subempregados, pessoas pobres em geral.
Excluídos do universo sócio-cultural: pessoas pobres em geral, habitantes de periferia dos grandes centros urbanos.
Excluídos do universo da educação: os pobres em geral, os sem escola, as vítimas da repetência, da desistência escolar, da falta de escola junto a seus lares; deficientes físicos, sensoriais e mentais.
Excluídos do universo da saúde: pobres em geral, doentes crônicos e deficientes físicos, sensoriais e mentais.
Excluídos do universo social como um todo: os portadores de deficiências físicas, sensoriais e mentais, os pobres, os desempregados.

domingo, agosto 13, 2006



Num mundo em que as pessoas buscam provas através da ciência, e até dedicam uma certa "crença" nela, pelo fato da ciência ter a finalidade de descrever a realidade, o avanço de seu crescimento vem sido muito discutido. A exemplo deste crescimento, temos a recente construção da maior usina hidrelétrica do mundo: a Usina de Três Gargantas, na China. A represa, que deve estar pronta em 2009, situa-se no maior rio chinês, Yang Tse, e terá capacidade de 18.200 MW, superando Itaipu (usina brasileira, por enquanto a maior do mundo). O grande problema é que os efeitos danosos que esta usina produzirá, serão muito maior do que o aumento do lucro e da produção elétrica da China, sendo de apenas 10%.
Haverá também um grande risco de enchentes, que poderão ser provocadas pelas monções - chuvas que vêm do pacífico, e se concentram na região do Himalaia e na China no verão.
A ciência e a tecnologia andam juntas nessa hora. Na hora em que cresem e evoluem mais a cada dia , e não medem suas conseqüencias, que podem não ser imediatas, mas em um futuro que não conhecemos.
E é pela busca de respostas que a ciência deve continuar a crescer, porém cuidando mais para eventuais danos a natureza e ao meio ambiente. A sociedade em geral também sofre com isso, uma vez que o consumo causado pelo consumismo foi parar em meio à publicações de estudos e de avanços científicos.
A economia mundial rendeu-se disso, se aproveitou muito as custas da ciência, desse poder de dizer a verdade, e simplismente falar qualquer coisa, afim de publicar a imprensa qualquer coisa, mesmo que irrelevante.

sábado, agosto 12, 2006

Transgressão à Tecnológia


Diferentemente do passado, hoje vivemos em uma sociedade preocupada apenas com o avanço tecnológico. Almejando cada vez mais o desenvolvimento e a solução dos problemas apresentados, não se preocupando com os problemas criados devido a esse próprio “desenvolvimento”.
O fato de o homem pensar apenas no presente é uma boa justificativa para não se importar com os possíveis problemas do futuro.

Podemos observar esse fato em muitas regiões do globo, tal com o caso da China, um país de 1° mundo – de alto desenvolvimento tecnológico – que está construindo uma represa que será concluída em 2009. A mesma trará benefícios ao país, aumentara em 10% a produção de eletricidade, que utiliza usinas de carvão (altamente poluidoras) e permitirá a navegação pelo rio.
Entretanto a mesma obra Yang Tse vai causar efeitos ambientais gigantescos, como a poluição da água, enterramento de áreas arqueológicas, de cidades e de três canyons e perigo de transbordar o rio em épocas de enchentes.
Em suma, acredito que a ciência deve avançar, pois para alcançarmos uma “utopia tecnológica” é necessário algumas modificações. Mas elas devem ser feitas de maneira cautelosa, não atropelando o que no passado foi importante.

quinta-feira, agosto 10, 2006

ciência X população

Atualmente, vivemos em um mundo de modernidade, onde tudo pode ser explicado e produzido pela ciência! É evidente que essa "cientificação" do mundo moderno é boa para a vida de todos os seres humanos, desde que esta não quebre barreiras, como a destruição da natureza.
Além disso, há inúmeras campanhas de proteção ao meio ambiente e aos estragos e depredaçoes que sao cometidas contra a natureza. O que as pessoas não percebem é que em muitos casos, a ciencia que nos traz praticidade,é considerada uma das grandes depredadoras da natureza! Antigamente não era assim, os cientistas e pesquisadores exploravam a natureza, contudo não abusavam dela em pról de fatores economicos. Evidentemente, é muito mais fácil(e barato), explorar tudo que a natureza(ainda) tem a nos oferecer, do que procurar meios mais saudáveis de realizar suas pesquisas de inovação.
A ciencia passou a abusar não somente da natureza, mas tambem das pessoas, alterando suas vidas como se fossem brinquedos. Exemplo disso é a Usina de três gargantas, na china, em que para ser realizada moradores foram retirados de suas casas, e foram alagados três quênions. Obviamente que é um projeto que irá favorecer a população e diminuir a poluição causada pelas usinas de carvão, contudo, será que realmente vale a pena fazer tantos sacrificios? Não teria outro modo ou outro lugar para ser construida essa usina?
Creio que muitas pessoas se questionem sobre esses fatos, contudo, como pensam que nao podem fazer nada para os impidir não fazem nada! A ciência passou a se preocupar muito mais com a economia, e em quantos lucros seus novos metodos cientificos irão trazer,do que com o bem estar da população.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Lista do andamento das atividades:




Ariadne:
  • texto sobre os "shoppings" = 7 (realizado com atraso)
  • reflexão sobre pensamento do filósofo Thoureau = faltando (entregar logo para não diminuir muito a nota)
  • texto "exclusão social" = faltando (entregar logo para não diminuir muito a nota)
  • texto sobre "ciência (avanços) x problemas trazidos" = faltando (entregar logo para não diminuir muito a nota)

Claudine:

  • texto sobre os "shoppings" = 10
  • reflexão sobre pensamento do filósofo Thoureau = faltando (entregar logo para não diminuir ainda mais a nota)
  • texto "exclusão social" = faltando (entregar logo para não diminuir ainda mais a nota)
  • texto sobre "ciência (avanços) x problemas trazidos" = faltando (entregar logo para não diminuir ainda mais a nota)

Guilherme:

  • texto sobre os shoppings = faltando
  • reflexão sobre pensamento do filósofo Thoureau = 7 (realizado com atraso)
  • texto "exclusão social" = faltando (entregar logo para não diminuir ainda mais a nota)
  • texto sobre "ciência (avanços) x problemas trazidos" = faltando (entregar logo para não diminuir muito a nota)

Isabel:

  • texto sobre os "shoppings" = 10
  • reflexão sobre pensamento do filósofo Thoureau = 10
  • texto "exclusão social" = 10
  • texto sobre "ciência (avanços) x problemas trazidos" = faltando (entregar para não diminuir nota)

Patrícia:

  • texto sobre os "shoppings" = 10
  • reflexão sobre pensamento do filósofo Thoureau = 10
  • texto "exclusão social" = faltando (entregar logo para não diminuir ainda mais a nota) texto
  • sobre ciência (avanços) x problemas trazidos = faltando (entregar logo para não diminuir muito a nota)

Karen:

  • texto sobre os "shoppings" = 10
  • reflexão sobre pensamento do filósofo Thoureau = 10
  • texto "exclusão social" = 10
  • texto sobre "ciência (avanços) x problemas trazidos" = faltando (entregar para não nota)

Thais: (Parabéns!)

  • texto sobre os "shoppings" = 10
  • reflexão sobre pensamento do filósofo Thoureau = 10
  • texto "exclusão social" = 10
  • texto sobre "ciência (avanços) x problemas trazidos" = 10

domingo, agosto 06, 2006

Utopias da Ciência

“A Ciência (do latim scientia, conhecimento) é o conjunto de informações sobre a realidade acumulada pelas várias gerações de investigadores depois de devidamente validadas pelo método científico. Também se designa por ciência o processo de recolha e validação de informações sobre a realidade.
Objetivamente, é um conjunto de verdades certas, logicamente encadeadas entre si, de modo a fornecer um sistema coerente. Subjetivamente, é um conhecimento certo das coisas por suas causas ou por seus princípios“ .
Teoricamente ciência é o que foi citado a cima, hoje mais do que nunca ela é usada como desculpa para atitudes absurdas como usar fetos de golfinhos para simplesmente obter melhor fixação de batons. A ciência foi e é importante para a evolução da população, mas essa evolução esta sendo confundida com outras finalidades que só faz a humanidade retroagir.
Graças à evolução da ciência que hoje temos remédios e tratamentos para doenças antes julgadas fatais, mas isso aconteceu somente porque alguém teve lucros nessa evolução caso contrário não teríamos o conhecimento de muitos medicamentos.
Na minha singela opinião, por exemplo, já existe a cura para Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), mas os ganhos com os coquetéis de medicamentos são extremamente mais altos do que a venda da “cura” em si. E é o mesmo que acontece em inúmeros outros casos, em que a evolução só acontece no momento que existe a lucratividade me cima dela.
No caso da Usina de Três Gargantas, na China, antes de tomar qualquer atitude, deve-se balancear os prós e contras a mudança e perguntas a opinião dos moradores das vilas e cidades, os mais atingidos devem ser os primeiros a serem ouvidos. Para que então, levando em conta a opinião da maioria fazer o que for melhor. Logicamente a atitude que considero a melhor no caso da Usina, como a teoria da definição de Ciência não passam de um desejo, uma utopia gerada por quem tem poder e quer lucrar independentemente de qualquer obstáculo, sejam eles vidas de pessoas inocentes ou a devastação de cidades inteiras.

domingo, julho 30, 2006

Relacione ciência, tecnologia, seus aspectos positivos e negativos:

A Usina de Três Gargantas, na China.

No maior rio da China, Yang Tse está sendo construída uma represa que será concluída em 2009, capacidade de 18.200 MW, que superará a de Itaipu, atualmente a maior do mundo. O lago de 1.084 km2 formado pela represa de Três Gargantas submergirá 160 vilas e cidades. Seus 1,3 milhões de habitantes serão removidos e receberão novas casas. A obra aumentará 10% a produção de eletricidade daquele país, que utiliza usinas a carvão altamente poluidoras e permitirá a navegação pelo rio. Por outro lado, os efeitos ambientais danosos são muitos: aumento da poluição da água, soterramento de regiões arqueológicas, de cidades e de três imensos canyons, perigo de transbordamento do rio na época das grandes enchentes, etc. (Bibliografia: COELHO, Marcos de Amorim, TERRA, Lygia. Geografia Geral: o espaço natural e socioeconômico. São Paulo: Moderna, 2001, 379).

Reflexão

A Decadência da Ciência

Ouve-se dizer que a ciência está actualmente submetida a imperativos de rentabilidade económica; na verdade sempre foi assim. O que é novo é que a economia venha a fazer abertamente guerra aos humanos; já não somente quanto às possibilidades da sua vida, como também às da sua sobrevivência. Foi então que o pensamento cientifico escolheu, contra uma grande parte do seu próprio passado antiesclavagista, servir a dominação espectacular (da sociedade de consumo). Antes de chegar a este ponto, a ciência possuía uma autonomia relativa. Então sabia pensar a sua parcela da realidade e, assim, tinha podido contribuir imensamente para aumentar os meios da economia. Quando a economia toda-poderosa enlouqueceu, e os tempos espectaculares não são mais do que isto, suprimiu os últimos vestígios da autonomia científica, tanto no campo metodológico como no das condições práticas da actividade dos «investigadores».
Já não se pede à ciência que compreenda o mundo ou o melhore nalguma coisa. Pede-se-lhe que justifique instantaneamente tudo o que faz. Tão estúpida neste terreno como em todos os outros, que explora com a mais ruinosa irreflexão, a dominação espectacular promoveu o abate da árvore gigantesca do conhecimento científico com o único fim de dela talhar uma matraca. Para obedecer a essa última exigência social de uma justificação manifestamente impossível, mais vale não saber pensar incomodamente e, pelo contrário, estar-se bem exercitado nas comodidades do discurso espectacular. E é com efeito nesta carreira que a ciência prostituída destes tempos miseráveis encontrou agilmente, com muito boa vontade, a sua mais recente especialização. (Guy Debord, in 'Comentários à Sociedade do Espectáculo')

(FONTE: Disponível em: <http://www.citador.pt/pensar.php?op=10&refid=200502252355>. Acesso em: 30 jul. 2006).
Para saber sobre o autor - Guy Debord -, clique aqui.
Atividade:

Elaborar uma pequena reflexão, um pequeno texto (uma página do Word) relacionando o texto “A Usina de Três Gargantas, na China”, com o segundo texto “A Decadência da Ciência”. Busque, em seu texto, fazer uma relação entre ciência e suas conseqüências, entre os avanços e seus efeitos danosos.
Bom trabalho!

segunda-feira, julho 10, 2006

Comentarios do texto de THOREAN

O texto refere-se a um povo superior que invade uma nação e faz deles “escravos”. Não escravos como forma de trabalho, mas como povo submetido à liderança política de outro país. Nenhum país poderia invadir o outro por ser economicamente mais poderoso. E nenhuma nação deveria submeter-se a supremacia de outro país, esquecendo até mesmo a sua cultura. Enquanto ninguém parar essa superpotência, muitos países serão invadidos.

Pensamento

O homem faz do homem seu escravo, com uma única finalidade, chegar aos seus objetivos, que na maioria das vezes se limita ao poder da massa.
Cada vez mais as pessoas querem e fazem tudo por dinheiro, passando por cima de todos que estiverem no seu caminho. Basta ligarmos a televisão por alguns instantes para vermos inúmeros exemplos do que o homem é capaz de fazer por seus interesses.

"Pensamento" do Thoreau

Henry D. Thoreau, filósofo norte americano, escreveu esse trecho no século XIX sobre a invasão do México pelos EUA, ele não concordava com isso e nem com a escravidão. Thoreau descordava desses movimentos pois não achava justo um país economicamente bem mais forte invadir e tomar território de outro bem menos expressivo. Hoje na guerra do Iraque, só o que mudou na minha opinião foi um dos países envolvidos e o fato de que não há mais escravidão nos EUA. A invasão ainda é injusta e infundada. Concordo com Thoreau quando ele diz "... não é demasiado cedo para os homens honestos se rebelarem e darem início a uma revolução".

Pensamento sobre o filósofo David Henry Thoreau



O filósofo conhecido como Thoreau concluiu que a guerra e os domínios de terras eram muito comuns para países ricos e bem desenvolvidos. Aumentar seu território sempre foi objetivo de nações, que buscam pessoas para dominar, o que vulgarmente chamamos de escravos (por mais que tenha ocorrido a abolição ainda existe a escravidão). Países como os EUA, que aumentaram imensamente o tamanho de suas terras nos últimos séculos, fazem guerras, invadem e conquistam territórios impondo sua lei militar. Como exemplo moderno, temos a Guerra do Iraque(2003), em que o presidente americano George W. Bush, dá a ordem para milhares de soldados invadirem a região e controlar a revolução do povo iraquiano. A prova de que o domínio e a escravidão ainda existem foi mostrada para a imprensa de todo o mundo: a crueldade dos soldados americanos ao maltratar prisioneiros, e o poder que países como esse exercem pelo mundo a fora, derrubando até mesmo ditaduras como a de Sadam.

domingo, julho 09, 2006

A exclusão social

Por varias razões, tanto em países ricos como em países menos desenvolvidos, à sensação de que a exclusão social estaria aumentando. Mas apesar de seu uso continuo e de sua influência em vários discursos políticos, o termo exclusão ainda não foi definido.
"A noção de exclusão social é saturada de significados, não-significados e contra-significados. Pode-se fazer quase qualquer coisa com o termo, já que ele exprime o ressentimento daqueles que não podem obter aquilo que reivindicam” , ou seja, as pessoas podem subsistir com uma dieta mínima, mas apresentar baixa expectativa de vida. Moradia, saneamento básico, educação e, eventualmente, bens que algumas sociedades podem considerar supérfluos (teatros, cinemas e viagens) podem estar incluídos entre aqueles que determinada comunidade considera mínimos para uma vida socialmente aceitável.
O avanço tecnológico global não esta garantindo que as sociedades futuras possam gerar mercados, postos de trabalho em qualidade e renda com as necessidades básicas da população mundial. A globalização aumentou a de mão-de-obra barata mundial sem elevar a renda. Se, por um lado, surgem oportunidades bem remuneradas no trabalho flexível, por outro, o setor informal também abriga o emprego muito precário e a miséria. Especialmente nos países pobres e subdesenvolvidos os governos não possuem orçamentos suficientes e estruturas para garantir a sobrevivência dos excluídos.
A distribuição de renda vem da distribuição do poder,e a distribuição do poder vem da distribuição de renda. Tem que haver uma proteção pública dos que não têm poder. Os trabalhadores precisam ter o direito afirmar sua autoridade,
talvez por intermédio de sindicatos. O Estado deve fornecer provisões, como o seguro-desemprego, seguro-saúde e um salário mínimo socialmente digno.
É perfeitamente possível que todos os cidadãos desfrutem de liberdade pessoal, de bem-estar básico, de igualdade racial e étnica, da oportunidade de uma vida gratificante. Embora pareçam utopicas, acho que essas são metas que podemos alcançar.

segunda-feira, julho 03, 2006

Comentário sobre o texto de Henry David

Não importa quantos anos se passem,a realidade nunca será tão distante do passado.Esta situação é vista pelos norte-americanos e por todos nós atualmente,onde os Eua, invadem regiões do Oriente Médio,transgredindo leis e direitos da população,submetendo-os à condições sobre humanas e os transformando em apenas "Homens Bomba",sem levar em consideração seus ideais.Seria difícil definir quem carece de solidariedade,no entanto,acredito que seja os Estados Unidos.

domingo, julho 02, 2006

Gabarito (Inverno de 2006)


Este é o gabarito da prova de Vestibular de inverno, do ano de 2006, da PUCRS:

  • 11 – C
  • 12 – B
  • 13 – A
  • 14 – A
  • 15 – C
  • 16 – C
  • 17 – C
  • 18 – D
  • 19 - D
  • 20 – C

Nenhuma letra "E". Ruim para aqueles que gostam de "chutar" uma para cada letra, ou sempre a mesma!

É o que eu sempre digo: "No Vestibular tem que SABER Geografia e não
chutar" (prof. Donarte).

segunda-feira, junho 19, 2006

A Propagação da Desigualdade Social

A desigualdade social é o principal entrave ao crescimento econômico, além de ser 'injusto', 'economicamente dispendioso' e 'socialmente desestabilizador'. Hoje, nos deparamos com a desigualdade social em múltiplos lugares, em países pobres e ricos. Esse fato se deve a muitos fatores, a classe média, por exemplo, esta sendo extinta na pirâmide social, pois o numero de pessoas de baixa rendo esta se proliferando em grande intensidade, ou seja, enquanto os ricos cada vez acumulam mais poder e renda, a grande massa populacional fica mais carente de recursos, propagando assim a pobreza e gerando a desigualdade social.

O Brasil tem a oitava maior desigualdade social do mundo entre 128 países que tiveram essa variável avaliada pelo Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU. Outros paises que lideram a lista de maiores desigualdades sócias são: Namíbia, Lesoto, Botsuana, Serra Leoa República Centro-Africana, Suazilândia, Guatemala e por fim o Brasil.

A estratificação de classes sócias tão diferenciadas no Brasil se deve desde o tempo da colonização e do período imperial, pois desde então foi um pais colonizado por uma elite de latifundiários e outros colonizadores, que acabaram por ser escravizados. Portanto podemos afirmar que o Brasil sofreu um “Abismo Social” desde a época da colonização, porquanto que o numero de trabalhadores aumentava e cada vez mais diminuía a elite dos grandes proprietários rurais iniciou o que hoje é considerada nossa concentração de renda atual.

Economicamente, o Brasil sofreu enormes mudanças, a indústria monopolizou o mercado, deixando a agricultura de lado. Com essa mudança começou-se então a urbanização, criou-se uma sociedade, talvez um tanto “despreparada”, que ainda não teria condições de uma vida econômica ativa, ficando assim estática ao mercado consumidor fundamental.

Então com o inicio da globalização, e com a crise de substituição das importações, a desigualdade social se perpetuo de maneira mais intensa e também acabou por criar um outro tipo de exclusão. Os do século passado, que apesar de antigos continuam atualmente, ao qual se refere ao passado histórico, e as novas exclusões, ou seja, as pessoas que se sentiram por algum momento excluídas da vida na sociedade. O índice de exclusão social é o mais recente dos muitos indicadores que se propõem a medir o grau de desenvolvimento humano da população. Um dos índices mostra a extrema exclusão social concentrada no Norte e Nordeste do país, devido ao baixo povoamento nessas áreas.

Destarte acredito que o problema da desigualdade e exclusão social é um quadro praticamente impossível de se reverter. Pois a diferença social entre os ricos e os pobres é muito grande, de forma que a única maneira de tentar transpor uma solução seria tentar “equilibrar” as classes. Fato que provavelmente não acontecera, logo que os ricos jamais iram querer esse equilíbrio, pois para eles quanto mais tem, melhor é. Entretanto ao longo do século XXI, espero que possamos chegar em um ponto, em que exista vários pólos economicamente fortes, não só os Estados Unidos comandando o capitalismo, mas sim outros países como - China, Japão ,etc. Acredito que talvez desta forma encontraremos uma solução cabível para tais problemas.

sábado, junho 17, 2006

Desigualdades e exclusão social

Atualmente, não existe um lugar no mundo onde não exista algum tipo de desigualdade social. A diferença é que nos países sub desenvolvidos a diferença entre os ricos e pobres é maior e mais notória do que nos países desenvolvidos, onde apesar de existir desigualdades, elas são menos acentuadas.
E com o passar do tempo essas desigualdades vem se tornando cada vez mais perceptíveis devido a nova realidade mundial (tecnológica, evoluída) que exige que sociedade consuma o necessário para sobreviver e para corresponder a um nível social, exemplo: uma pessoa para pertencer a classe média, deve ter um bom emprego e sustentar uma família, ela precisa alem da comida e das despesas da casa (luz, água, gás, impostos...), pagar escola, qualquer atendimento medico, ter um carro do ano, computador para os filhos, entre outras coisas também necessárias mas que em tempos antigos não eram cobrados. O crescimento populacional também colaborou com o aumento da desigualdade, porque algumas obrigações do governo não dão conta de atender toda população que não tem acesso a saúde e educação privada.
Podemos dizer que existem dois tipos de esxclusão social o primeiro refere-se à exclusão que afeta segmentos sociais que historicamente sempre estiveram excluídos (como os escravos), o segundo atinge aqueles que, em algum momento da vida, já estiveram socialmente incluídos (os membros do abismo social). Para identificar os locais de ocorrencia de exclusão social foi criado o Índice de Exclusão Social. Esse índice foi construído com base na combinação de três componentes: o padrão de vida digno (com indicadores de pobreza, emprego formal e desigualdade), o conhecimento (anos de estudo e alfabetização) e risco juvenil (concentração de jovens e índice de violência).
A origem histórica dessas diferenças de classes vem da forma como o Brasil foi colonizado. O modo de exploração das terras que teve escravos como mão de obra, os imigrantes como pequenos proprietários e os grandes proprietários de terra, já formaram desde essa época uma pirâmide social. Apesar de anos depois os escravos terem sido libertados, a situação social deles não mudou, eles continuavam na ultima classe social, assim como seus descendentes. E as outras classes sociais originaram o que hoje chamamos de classe media (imigrantes, burgueses) e a classe alta (os grandes proprietários de terra). Porem devemos levar em consideração aquelas pessoas que já foram de classe alta ou media e que por algum motivo “desceram um degrau da pirâmide social”, o que tem acontecido muito hoje em dia.
Ha tempos atrás surgiu uma “moda” de consumir somente produtos importados, e era indicador de riqueza possuí-los, porem eram produtos que não traziam renda alguma, somente “status”, então grande parte da população opta por investir em bens duráveis, pois garantem renda, muitas pessoas compram imóveis para alugar ou fazem investimentos à longo prazo. As pessoas que fazem grandes investimentos, e não dão certo e que não tem estrutura para estabilizar a situação novamente, são os pertencentes a classe dos “decadentes”.
Acredito que a solução para resolver os problemas de exclusão social seria adotar medidas de melhor distribuição de rendas pelo governo, para assim permitir que toda população excluída tenha acesso à saúde e educação. E também que a população pare de consumir bens só para manter “status”.

quinta-feira, junho 15, 2006

Shoppings Centers e Ecumenópolis (REESCRITA)

Shoppings Centers & Ecumenópoles


Atualmente nos encontramos em uma sociedade quase totalmente urbana, onde a oferta de emprego é muito maior e as condições de vida são muito melhores.
Contudo, até o inicio do século XX a população era basicamente rural. As atividades ligadas ao campo, como a agricultura, tinham maior peso na economia dos países, não existiam grandes indústrias, os meios de transporte e comunicação eram escassos e, com isso, a população via-se residindo melhor nas áreas rurais.
O crescimento urbano e comercial permitiu ampliar o processo urbano e as vias de transporte, fazendo com que surgissem mais áreas metropolitanas, que são regiões integradas por uma metrópole e os centros urbanos vizinhos. “O crescimento conjunto e inter-relacionado de duas ou mais cidades, cada qual a partir de seu núcleo é chamado de conurbação”
Esse crescimento acelerado dos centros urbanos e do comércio deu lugar a grandes centros comerciais denominados shoppings centers. São lugares onde encontramos todo o tipo de produto e de lojas. A partir da década de 90 esses grandes centros comerciais passaram a ganhar um grande espaço, só em São Paulo há 89 deles.
Acredito que os shoppings são extremamente favoráveis a economia da localidade onde residem, pois utilizam de grande publicidade para induzir o consumidor a comprar os produtos de suas lojas, e, além disso, geram inúmeros empregos bem remunerados. Contudo, creio que eles ressaltam a desigualdade ainda existente em nosso país nos dias atuais, pois enquanto há Estados e cidades que possuem inúmeros shoppings, outros não têm nenhum, como Roraima e Amapá
A desigualdade atualmente ainda é o fator determinante para que não ocorram uniões como a que o urbanista grego Constantino Doxiadis prevê, onde ocorreria a fusão de todas as megalópoles (união de duas ou mais áreas urbanas por conurbação) do mundo inteiro numa única “cidade mundial”, externamente interligada por meios de transporte e comunicação e por laços econômicos e sociais, essa previsão foi denominada de ECUMENÓPOLE.
Na minha opinião, seria um projeto muito bom para a população mundial, pois faria com que todos conhecessem todos os tipos de cultura e tivessem acesso a lugares até então muito distantes.Além disso, acredito que isso nunca acontecerá pois ocorreriam muitas disputas políticas e sociais. A desigualdade social poderia dobrar e as disputas políticas também, pois há estados que exercem hegemonia sobre outros, como é o caso dos EUA e o México. Entre esses dois países não seria possível o surgimento de uma ecumenópoli pois certamente aconteceria uma guerra pelos poderes políticos e sociais

domingo, maio 28, 2006

A GEOGRAFIA DOS SHOPPINGS CENTERS E A ECUMENOPOLIS


Atualmente, temos que admitir que as situações socioeconômicas, desequilíbrios demográficos e sociais existentes é atribuído a presença ou não shoppings centers.
Em termos históricos a presença dessas máquinas de empregos e dinheiro, é relativamente “recente”. O primeiro SC (shopping center) se instalou apenas em 1966 na cidade de São Paulo. Se há 40 anos existia apenas um – que reinou absoluto durante cinco anos – hoje contamos com 343 unidades.
O Brasil até o ano de 2001 ocupava no ranking o 10º lugar do país com maior numero de SC no mundo. O faturamento das vendas é superado apenas pela indústria automotiva e derivados do petróleo.
O que antes era visto somente em São Paulo, logo apareceu nas principais capitais estaduais, e hoje facilmente encontrados até nas pequenas e médias cidades.
A existência do crescimento desvairado dos SC, é um dos fatores que contribuíram – e muito – para o crescimento das cidades de todo o mundo.
Já que antes, o que impedia o crescimento dos centro urbanos era o mito da falta de empregos (que acabava fazendo com que as pessoas permanecessem no campo), esse problema já havia sido sanado aos poucos.
Esse crescimento todo, tanto do comércio quanto da própria população, está fazendo surgir regiões integradas por uma metrópole e centros urbanos vizinhos.
Conurbação. O nome dado ao crescimento conjunto e inter-relacionado de duas ou mais cidades. Isso já vem acontecendo aqui no Brasil, por exemplo. Já a união de duas ou mais áreas metropolitanas por conurbação, foi batizada de megalópole – eixo Boston-Washington já é considerado uma megalópole.
Contantino Doxiadis, urbanista grego, já prevê para o final do século XXI, a junção de tudo isso, de todas essas megalópoles extremamente interligadas por meios de transporte e comunicação, formando então a futura “cidade mundial”, conhecida pelo nome de “Ecumenópole”.

Raízes e características das desigualdades no Brasil







Geografia - Nelson Bacic Olic
Nelson Bacic Olic é:
  • Geógrafo pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.
  • Professor de Geografia no Colégio Mopyatã (SP).
  • Autor de livros paradidáticos (12 títulos já publicados).
  • Um dos editores do boletim Mundo - Geografia e Política Internacional.

Texto de: 19/1/2004

A história da humanidade é marcada pelo fenômeno das desigualdades. Na atualidade, as desigualdades sociais ocorrem tanto nos países ricos como nos países pobres. Nos primeiros, temos uma espécie de oceano de prosperidade com algumas ilhas de exclusão social. Já nos países pobres, temos vastos oceanos de pobreza pontilhados de pequenas ilhas de prosperidade. Especialmente nas últimas duas décadas, tanto nas sociedades mais ricas (de forma cada vez mais perceptível), quanto nas mais pobres, está se ampliando o fosso que separa os "incluídos" dos "excluídos".
A tendência à concentração de renda que leva, às desigualdades e exclusão sociais, não é fenômeno recente nem exclusivo do Brasil. Em nosso país, um dos campeões mundiais das desigualdades, a dramática situação de exclusão social da atualidade tem sua origem no processo inicial de estruturação da sociedade brasileira.
Assim, desde o período colonial e durante a época do Brasil imperial, o monopólio da terra por uma elite de latifundiários e a base escravista do trabalho, foram os fundamentos que deram origem a uma rígida estratificação de classes sociais. O fim da escravatura, da qual o Brasil foi o último país a se livrar, não aboliu o monopólio da terra, fonte de poder econômico e principal meio de produção até as primeiras décadas do século XX. O abismo social entre o enorme número de trabalhadores e a diminuta elite de grandes proprietários rurais delineou as bases da atual concentração de renda do país.
O Brasil passou por grandes transformações ao longo do século XX. Sua economia tornou-se cada vez menos agrária, a indústria passou gradativamente a ser a atividade econômica mais dinâmica, a população cresceu e rapidamente se urbanizou, a sociedade tornou-se mais complexa, mas a concentração da renda não só persistiu, como se aprofundou, pois a grande maioria da população permaneceu à margem do mercado consumidor de bens duráveis.
Todavia com a crise do modelo de substituição das importações, na década de 1980 e o seu colapso, seguido da aplicação de doutrinas neoliberais na década seguinte, não só levaram a ampliação das desigualdades sociais, como também permitiram compreender melhor que, à medida que a sociedade incorpora novas realidades, criam-se novas necessidades (o acesso à educação, ao trabalho, à renda, à moradia, à informação etc) que vão além da simples subsistência.
Essas transformações mais recentes fizeram por cristalizar dois “tipos” de exclusão social, um “antigo” e outro “recente”. O primeiro refere-se à exclusão que afeta segmentos sociais que historicamente sempre estiveram excluídos. O segundo atinge aqueles que, em algum momento da vida, já estiveram socialmente incluídos.
No Brasil as desigualdades analisadas pelo ângulo da concentração de renda indicam que o rendimento dos 10% mais ricos da população é cerca de vinte vezes maior que o rendimento médio dos 40% mais pobres. Mais ainda: o total da renda dos 50% mais pobres é inferior ao total da renda do 1% mais rico. Esses dados comprovam que o crescimento econômico brasileiro desenvolveu-se sob o signo da concentração de renda. As grandes desigualdades sociais também se manifestam nas unidades regionais do país
Mapeando a exclusão social
Recentemente, um grupo formado por cientistas sociais publicou um trabalho intitulado Atlas da exclusão social.Usando como base metodologia similar à adotada pela ONU na confecção do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), chegou-se a um outro índice denominado Índice de Exclusão Social.
Esse índice foi construído com base na combinação de três componentes: o padrão de vida digno (com indicadores de pobreza, emprego formal e desigualdade), o conhecimento (anos de estudo e alfabetização) e risco juvenil (concentração de jovens e índice de violência)..
Calculados para todos os municípios do país, esses índices foram também cartografados. Um dos mapas, o de manchas extremas de exclusão social, mostra de imediato que as áreas de extrema exclusão social concentram-se em municípios localizados nas regiões Norte e Nordeste "transbordando" para norte de Minas Gerais e nordeste de Goiás.
Nessas áreas, de maneira geral, verifica-se uma exclusão de tipo “antigo”, fato comprovado pelas dificuldades de acesso à educação, à alimentação, ao mercado de trabalho e outros mecanismos de geração de emprego e renda.
Nas regiões Sul e Sudeste, embora sejam poucos os municípios com índices extremos de exclusão social, sabe-se que suas realidades sociais internas, principalmente nos mais populosos, são de grandes desigualdades.. Esses municípios apresentam um contingente cada vez maior de pessoas que, apesar de escolarizadas, de já terem trabalhado em empregos formais e fazerem parte de famílias pouco numerosas, vivem uma situação de desemprego e de renda insuficiente.
(FONTE: Disponível em: <http://www.clubemundo.com.br/revistapangea/show_news.asp?n=220&ed=4>. Acesso em: 28 maio 2006.).
Sobre o texto:


A atividade com o texto: “Raízes e características das desigualdades no Brasil”, consistirá na elaboração de uma (re)textualização, tendo por base a resposta às seguintes questões:

  1. Quais os lugares do mundo que apresentam desigualdades / pobreza?
  2. Qual seria a explicação para o fato de a “desigualdade” estar se ampliando: “de forma cada vez mais perceptível”?
  3. Cite alguns países que contém as maiores desigualdades do mundo:
  4. No Brasil, vemos claramente uma estratificação social. Quais seriam as origens dessa estratificação?
  5. Nas análises sociais utiliza-se, freqüentemente, o termo “abismo social”. Explica o que tu entendes por este termo e quais as possíveis explicações para este fenômeno:
  6. O que significa dizer que a “maioria da população permaneceu à margem do mercado consumidor de bens duráveis.”?
  7. O que foi a chamada “substituição das importações”?
  8. O que o autor quis dizer com “tipos” de exclusão social “antigos” e “recentes”?
  9. O que é o “Índice de Exclusão Social”?
  10. Em sua opinião qual seria uma solução para o problema da pobreza e da exclusão?


Obs. A produção textual que será realizada deve ser impregnada, ou ainda,
conter, também os outros textos e temáticas trabalhados. Ou seja, o aluno deve
procurar inserir em seu texto, de alguma forma, os outros textos e idéias
trabalhados. “Treinamos”, assim, o pensar sobre as relações espaciais.

Desenvolvimento das cidades

No início do século XX a população estava mais concentrada no campo já que na cidade as condições de vida não eram exatamente adequadas, com inúmeras doenças causadas por não haver saneamento básico e com a falta de emprego constante. A economia brasileira era voltada para o campo.
Muito mudou com o avanço da tecnologia, empresas foram criadas, as cidades se desenvolveram, ou seja, houve o aumento no nível de vida das pessoas: higiene, saúde, alimentação, educação, etc. Fazendo a taxa de natalidade aumentar e de mortalidade e mortalidade infantil diminuir.
As cidades cresceram fazendo a população jovem do campo preferir a cidade por ter mais atrativos. Hoje a maior parte da população está na cidade pois é onde se encontram empregos, mão de obra qualificada e tecnologia de ponta. Surgiram novas formas de comunicação, novos meios de transporte e os shoppings centers. Em 1991, existiam 77 shoppings centers no país, uma década depois esse número triplico. Isso porque é possível comprar quase tudo dentro de um shopping, sem contar o ar condicionada os mais variados tipos de comidas nas praças de alimentação e a segurança. E principalmente com os inúmeros empregos gerados diretamente, que quase sempre são mal remunerados, e indiretamente.
Existe uma teoria que diz que as cidades irão se desenvolver e crescer de uma forma a se ligarem todas tornando uma “cidade mundial” ligada por meio de transporte e comunicação e por laços econômicos e sociais. Esta “cidade mundial” é denominada ecumenópole. Antes, por exemplo, pra ir de Porto Alegre até São Paulo se passava por algumas cidadezinhas, hoje as cidades já estão mais desenvolvidas e são muito importantes na economia da região
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